Imagem não orginal, associada ao sábio Patanjali
Primeiro codificador do Yoga e sábio mais difundindo entras as escolas no Brasil
Existe certa diversidade de sistemas associados a palavra Yoga no Brasil e se você é praticante é preciso muita atenção se o que estão te instruindo é algo que tem um objetivo que segue os passos com eficiência para alcançá-lo.
É comum praticantes me perguntarem porque existe tanta diversidade no Yoga. Respondo sempre que o Yoga respeita a individualidade de cada um e deveria existir tantos Yogas quantas pessoas no mundo.
Porém, é preciso tomar cuidado para essa individualidade não ser interpretada com instruções desprovidas de propósito científico vindas da individualidade de um professor que não experienciou o que está partilhando e acabou inventando algum método nocivo para o praticante.
Os sábios, são aqueles que experienciaram o que partilham e o sistema de Patanjali, primeiro codificador da prática é um dos mais difundidos e citados dentro da cultura do Yoga no Brasil, com 8 elementos da prática, que divido em 3 grupos para facilitar a absorção:
Grupo 1: Conscientização do propósito da prática
1-Yamas ( atributos comportamentais associados com os relacionamento externos e internos) e 2-Nyamas ( atributos comportamentais associados com o relacionamento interno)
Grupo 2: Purificação para internalização sensorial
3-Asanas ( Posturas psicofísicas), 4-Pranayama ( coordenação respiratória) e 5-Prathyhara ( internalização sensorial).
Grupo 3: Concentração para o desapego do que afasta do estado de Yoga
6-Dharana ( Contração), 7-Dhyana ( Meditação/Contemplação) e 8-Samadhi ( Liberação)
É importante destacar que esses 8 elementos da prática, se dividem em auto conhecimento, técnicas e estados de consciência.
Os Yamas e Nyamas são atributos para o auto conhecimento que orientam a atitude de mudança, transformação e purificação que a prática inspira.
É importante destacar que você não pratica prathyahara, mas sim técnicas corporais e respiratórios que te conduzem a esse estágio. Porém, seu comprometimento com a internalização sensoril pode ser uma atitude decisiva para esse degrau da prática.
É importante destacar que você não pratica meditação ou samadhi, mas sim técnicas de concentração que conduzem ao estado de contemplação meditativa e com a ajuda do auto conhecimento as liberações de estados de consciência distantes do Yoga.
Aprofundando mais um pouco:
Grupo 1: Propósito da prática: 1-Yamas e 2-Nyamas
Dez atributos comportamentais que contribuem para internalização do propósito da prática de conduzir o praticante de um estado de não-Yoga para um estado mais próximo do Yoga.
Através da diferenciação entre o estado de consciência que sustente esses 10 atributos que é o estágio final (Samadhi) e do estado atual que o praticante se encontra, avaliando suas últimas atitudes ou o que está presente no momento é que se deve iniciar a prática.
Se você já se sente capaz de sustentar esses 10 atributos, o que é muito raro, talvez a prática sirva para você expandir e sustentar esses atributos, mas talvez você quase não precise de práticas corporais e respiratórias para purificar-se e sustentar esses atributos.
Na prática no tapetinho ( 0-10 min): equivale na minha condução à etapa de preparação para a prática.
Para melhor capacidade de diferenciação sugiro a reflexão sobre o oposto dos mesmos.
1) Yamas:
i) Espontaneidade ( Ahimsa)/Oposto: Avidez, forçar, gula.
ii) Integridade entre o que pensa, sente e faz ( Satya) /Oposto: Mentira, dificuldade de unir o que se pensa, sente e faz
iii) Auto responsabilidade ( Asteya) /Oposto: Inveja
iv) Prazer postivamente orientado( Bramacharyan)/Oposto: Luxúria, Sedução egoísta
v) Desapego ( Aparygharya)/Oposto: Avareza, Apego
2) Nyamas:
vi) Valorização da pureza ( Saucha)/Oposto: Vaidade
vii) Força de vontade ( Tapas)/Oposto: Preguiça
viii) Comprometimento com a auto observação ( Isvadhyaya)/Oposto: Medo de se encarar
ix) Aceitação ( Santosha)/Oposto: Ira
x) Direcionamento para o todo maior (Ísvara) /Oposto: Orgulho
Grupo 2: Purificação para internalização sensorial: 3-Asanas ( Posturas psicofísicas), 4-Pranayama ( coordenação respiratória) e 5-Prathyara ( internalização sensorial).
3) Asanas: Utilizamos o corpo no Yoga para :
i) Despertar as sensações que captam nossa atenção para dentro;
ii) Purificar nossa bioquímica e fortalecê-lo para um novo estado de consciência;
iii) Dar prova para si mesmo de transformação;
Na prática: Sempre que estiver o utilizando o corpo, seja para exercícios de purificação imtensiva, posturas, gestos reflexolögicos ( mudras), bandas ou dristis.
4) Pranayama: Utilizamos a coordenação da respiração para:
i) ganhar espaços mais prolongados entre os pensamentos, contribuindo para a sustentação da internalização sensorial;
ii) Direcionar a energia e o foco;
Na prática tanto na sincronizaçÃo de respiração com movimento como em momentos mais estáticos podemos utiliza o controle respiratório de diversas formas.
5) Prathyahara: Intenalização sensorial, gerada pelos estímulos do uso da corpo e coordenação respiratória. Não praticamos prathyahara mas tudo o que vem antes conduz a esse estado.
Grupo 3: Concentração para o desapego do que afasta da meta do Yoga: 6-Dharana ( Contração), 7-Dhyana ( Contemplação) e 8-Samadhi ( Liberação dos apegos)
6) Dharana: foco de concentração em algo. PNa prática pode ser um foco no corpo, na respiração, nas sensações, em um objeto, mantra, Mestre, etc.
7) Dhyana: Estado natural consequente da concentração onde pode-se aplicar o auto conhecimento para as liberações do estágio seguinte
8) Samadhi: liberação total dos apegos, que vai acontecendo gradualmente a cada identificação e desidentificação de apegos até um estágio de comprometimento e renúncia final.
Sintetizando, o Yoga de Patanjali, tem como objetivo um estado de consciência liberado dos apegos egocêntricos, utilizando o auto conhecimento e técnicas corporais, respiratórias e de concentração, como meios para isso.

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