O celular vibra o despertar do aqui e agora. A pressa de abrir os olhos na expectativa que todos estejam fazendo o mesmo é substituída pelas sensações do momento presente que elevam sutilmente meus braços se entrecruzando como um DNA até formar um gesto de lótus parido de meu gene acima da cabeça.
Dezoito horas em ponto, exercitei e aprofundei a presença sentando em meio lótus por 30 minutos no meio da Paulista. De sapatos sociais, gravata e minha mala com laptop descansando entre as pernas. Todo mundo pode.
Meu sorriso não se aguenta tomado pelo dharma ( propósito) de alguém que de dia é Consultor de Desenvolvimento Humano na sala do escritório de um lado da avenida e de noite Instrutor de Yoga do outro, na sala da academia.
Sou um chafariz em devoção que ao liberar as pálpebras contempla uma cinza montanha torneada por enfeites natalinos. Os carros passam, as motos roncam mais forte, os ensurdecidos do agora buzinam e até gritam. Por meus olhos só a brisa. A asa delta do grupo é de mais de 100 pessoas do conjunto Nacional até a Brigadeiro, sentados no meio da avenida mais corrida do Brasil.
Minha atenção entrego a vida. No meio de carcaças ambulantes, estou contemplando a Mãe Paulista e seu filho Conjunto Nacional, sensorializado por gotas da contida tempestade de egos no furacão nem bem nem mal. Nem oi nem tchau.Só vou ou fui.
Malucos, o mundo quase acabando e esses idiotas estimulando a passividade do silêncio. Cordões umbilicais da Mãe divina, com o simples silêncio trazendo a sintonia do mundo que inicia.
Inspiro o sol. Inspiro a lua. Transmutando toda a poluição. Nesse presente, carros são ruas, no farol verde, sou só testemunha, esqueço o julgamento, tecido em ternura.Tentado pela vaidade, tranco um vulcão, sua erupção troco porque peço, ser apenas um exemplo, feito do manifesto.
Sou turista, conhecendo o lugar onde trabalho e visito há muitos anos. Deus é a camera e o Yoga minhas lentes.
Caminho na incondicionalidade da presença, valorizando a experiência e o desafio de transmutar o som, a poluição, a vibração e a exposição para cultivar o momento presente.
Do controle da respiração com ritmo e bandhas, a entrega as suas ondulações com foco e fundamentação, aprendo o que sempre logo esqueço e reaprendo. Cultivar o silêncio da vera presença. O tempo é de disciplina para quem quer o verdadeiro. Da-lhe comprometimento as escolhas que eu tenho, manifestada seja a verdade em que venho.
Não é preciso ser monge para ser verdadeiro, executivo é poder, ser presente e inteiro. Não é preciso o Tibet, para a luz do santo, meditando podemos ter a luz de só sermos.
Heya Jaya!
Namastê,
somos 1
mas o silêncio
nos faz presente faz que mais que dois
Link convite:
http://yogabodymind.blogspot.com/2009/11/meditacao-na-paulista-1730.html

Murillo, o que mais gostei no Blog (entrei hoje e ainda não deu tempo de ler tudo, rs)foi o texto que escreveu sobre o "silêncio da mãe YOGA em plena PAULISTA", adorei... parabéns!
ResponderExcluirContinuo sendo anônima para enviar esta mensagem, acho mais fácil o facebook e o msn, quando puder envie seus endereços para falarmos. Bj, Susana Millard Bio Ritmo _ NEA