O anseio intrínseco e inconsciente pelo o Yoga
Já conduzi prática para mais de mil pessoas diferentes desde 2006, principalmente, pela grande rotatividade de alunos na academia e substituições. E quando pergunto a iniciantes e até praticantes de 1 a 2 anos, por qual motivo eles chegaram ali na prática ou continuaram, a resposta quase nunca está diretamente ligada a meta da prática, mas sim aos seus efeitos ou algo inconsciente que a pessoa ainda não consegue tornar consciente ou expressar.
São muito variadas as respostas mas relaxar, por exemplo, é uma anseio comum, que pode frustar alguns com os esforços exigidos até a etapa do relaxamento. Mas se a pessoa se sente mais relaxada após a prática, vai ficando ali por esse motivo até que chega uma hora, que se não está conectada com a meta, se cansa e vai buscar o relaxar em outra atividade.
Me parece cada vez mais claro que em algum momento da vida é natural que o ser humano busque uma escola de auto conhecimento pela sensação de que ele pode transcender para um estado maior de bem estar.
Já conduzi prática para mais de mil pessoas diferentes desde 2006, principalmente, pela grande rotatividade de alunos na academia e substituições. E quando pergunto a iniciantes e até praticantes de 1 a 2 anos, por qual motivo eles chegaram ali na prática ou continuaram, a resposta quase nunca está diretamente ligada a meta da prática, mas sim aos seus efeitos ou algo inconsciente que a pessoa ainda não consegue tornar consciente ou expressar.
São muito variadas as respostas mas relaxar, por exemplo, é uma anseio comum, que pode frustar alguns com os esforços exigidos até a etapa do relaxamento. Mas se a pessoa se sente mais relaxada após a prática, vai ficando ali por esse motivo até que chega uma hora, que se não está conectada com a meta, se cansa e vai buscar o relaxar em outra atividade.
Me parece cada vez mais claro que em algum momento da vida é natural que o ser humano busque uma escola de auto conhecimento pela sensação de que ele pode transcender para um estado maior de bem estar.
No introdução do livro clássico "A tradição do Yoga", reconhecendo as expressões artísticas de vários povos da história, compreendemos que esse anseio é tão antigo como a própria humanidade, ou seja, é uma aspiração intrínseca da natureza humana e portanto não se manifesta somente nas buscas religiosas e espirituais, mas também nas aspirações da ciência, da tecnologia, dos negócios, da filosofia, da teologia e da arte.
Reforçando isso, o autor do livro destaca que muitos foram os pensadores que nos deram uma ampla variedade de imagens ou explicações dessa realidade maior, que intimamente anseamos, mas todos concordam com o seguinte: Ela transcende tanto a linguagem quanto a própria mente, porém, não num estado de loucura ou fuga, mas sim de hiper-lucidez e consciência integral no potencial máximo do Ser, em constante expansão.
Assim, é desafiante expressar o que nos leva ao Yoga, porque pode ser algo realmente que ainda não passa pela consciência. Uma intuição e que alí na vibração daquela cultura está o caminho para se alcançar esse anseio maior.
Ou ainda alguma percepção de que ali incômodos físicos, sensoriais, mentais, emocionais ou dos relacionamentos, podem ser amenizados. No meu caso pessoal, cheguei até o Yoga em 1996 na UFSCar, apenas para um complemento de sessões de fisio (RPG) devido a prática excessiva de vários esportes e artes marciais. Mas logo após a primeira aula, encontrei também, uma prática para amenizar a ansiedade e o stress que me acompanhavam na época e eram sintomas de que eu estava me desviando de alguma forma desse estado mairo de bem estar e mas eu não sabia como era sem esses sintomas, só fui saber depois da prática e a partir daí passei a valorizar minimizar a ansiedade e o stress.
Quando pergunto aos aluno o que os levou para sua primeira prática ou para as seguintes são variadas as respostas mas a maioria ainda expressa motivos inconscientes associados a minimização de sintomas dos desvios no caminho. como intolerância, irritabilidade, nervosismo, stress, ansiedade, baixa concentração, etc...
Mais tarde, o Yoga potencializou minha sensorialidade, influenciando meu caminho profissional para buscar uma ocupação que demandasse criatividade. Aprofundou também minha capacidade de auto-observação ( auto conhecimento ) e reeducou meu Ser para compreender o que eu considero 3 pilares possíveis do novo paradigma holístico ( integrador de culturas e ciências) que vem se estabelecendo na sociedade e anunciava o físico, filósofo e Yogi Frijot Capra no livro "Ponto de mutação": i) Ecológico, ii) Feminino ( receptivo) e iii) de reunião com nosso Real Ser (espiritual).
Quando pergunto aos aluno o que os levou para sua primeira prática ou para as seguintes são variadas as respostas mas a maioria ainda expressa motivos inconscientes associados a minimização de sintomas dos desvios no caminho. como intolerância, irritabilidade, nervosismo, stress, ansiedade, baixa concentração, etc...
Mais tarde, o Yoga potencializou minha sensorialidade, influenciando meu caminho profissional para buscar uma ocupação que demandasse criatividade. Aprofundou também minha capacidade de auto-observação ( auto conhecimento ) e reeducou meu Ser para compreender o que eu considero 3 pilares possíveis do novo paradigma holístico ( integrador de culturas e ciências) que vem se estabelecendo na sociedade e anunciava o físico, filósofo e Yogi Frijot Capra no livro "Ponto de mutação": i) Ecológico, ii) Feminino ( receptivo) e iii) de reunião com nosso Real Ser (espiritual).
Mas até aí, eu ainda não tinha entendido a meta do Yoga, e o desejo pela transcedência foi sendo camuflado com outros nomes, muitas vezes atributos desse estado que como vimos é um impulso atemporal, ou seja, uma demanda de todas eras da humanidade.
Nós queremos liberdade, ou a felicidade perene, mas quase nunca reconhecemos a existência desse desejo profundo porque ele não é fácil de ser expressado ou compreendido com consciencia e pode ser confundido.
Hoje em dia, porém, podemos ir buscar fundamentos na nova visão da física quântica e psicologia transpessoal e elevar corajosamente esse impulso à categoria de uma necessidade consciente. Com isso, a sabedoria inigualável das doutrinas de libertação e desenvolvimento pessoal da Índia e do Extremo Oriente vão adquirir para nós um novo sentido e o atual encontro entre Oriente e Ocidente poderá enfim chegar à sua consumação, como diz Georg Feurstein.
Quando percebemos conscientemente que tudo que fazemos é movido pelo impulso de um conceito de felicidade, podemos desenvolver Mumukshutva, a vontade consciente de se libertar.
Do contrário, como cita George F., ela permanece sempre no nível de um programa inconsciente que nos motiva secretamente em todas as nossas realizações - da engenhosidade científica e tecnológica à criatividade artística, ao fervor religioso, esportes, à sexualidade, à vida social e infelizmente ao vício das drogas e álcool.
Em todas as atividades, o que buscamos é a realização, a satisfação, a felicidade, esse estado de bem estar maior. Porém, é claro que constatamos que a felicidade obtida de algumas formas é efêmera, e entendemos isso como um incentivo a continuar a nossa busca ritual de satisfação pela procura de novos estímulos.
Se concebermos a ciência e a tecnologia como formas da mesma aspiração à transcendência que motivou os sábios da Índia a explorar o mundo interior da consciência, poderemos enxergar muitas outras coisas sob um ponto de vista radicalmente novo. Não precisamos necessariamente ver a ciência e a tecnologia com perversões da aspiração espiritual, mas antes como expressões inconscientes dela.
Não está implícito aí nenhum nenhum juízo moral, e portanto podemos nos dedicar simplesmente a inserir nas atividades científicas e tecnológicas uma consciência mais abrangente e auto crítica. Desse modo, adquirimos a esperança de transformar aquilo que se tornou uma obssessão descontrolada do hemisfério esquerdo cérebro ( lado racional), numa busca autêntica, legítima e posta a serviço do ser humano integral e de toda raça humana.
Fato é que se reconhecermos o real propósito de nossa busca e anseio, podemos mudar muitas atitudes para melhor. Mas a questão que fica é como tornar esse anseio consciente?
Referências:
- Capítulo introdutório da Tradição do Yoga
- Introdução do Grupo de estudos de Jnana Yoga com Sri Prem Baba - Capítulo 1 - Pathwork
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